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Restauração de locomotivas: arte única no país TUBARÃO - Para os não-iniciados, a grandiosa estrutura de metal enferrujado não teria destino melhor que o lixão da cidade. Invariavelmente, locomotivas despedaçadas vão parar em aterros municipais até serem consumidas pelo tempo e caírem no esquecimento. Não se depender dos funcionários do Museu Ferroviário de Tubarão, os únicos do país a realizarem a restauração precisa, detalhada e rica de locomotivas. Hoje mais uma locomotiva volta à vida pelas mãos dos habilidosos funcionários do museu, e de um estado de decomposição quase que total, agora brilha fulgurante pela via férrea catarinense. A locomotiva restaurada faz parte do projeto de revitalização da linha férrea de cidades do meio-oeste catarinense (Videira, Pinheiro Preto e Tangará). A idéia é potencializar o turismo local em até 20%, criando empregos e evitando a ida destas comunidades para outras regiões. O projeto consiste na reforma de três estações, na recuperação dos 34 quilômetros de linha férrea que passam pelas cidades e na restauração de duas locomotivas: a primeira, Dona Angelina, será entregue hoje, às 15 horas. A outra, que ainda não tem nome, deve ser concluída em outubro deste ano. “A Dona Angelina foi adquirida na Paraíba e enviada para cá em junho do ano passado. Ela passou a ser utilizada no fim dos anos 40 em uma usina de álcool paraibana, mas havia sido desativada há muitos anos. Ainda em junho de 2006 iniciaram-se os trabalhos de restauração da máquina”, observa Dorival Mateus Oliveira, diretor administrativo do Museu Ferroviário. Pelas mãos dos habilidosos restauradores já passaram locomotivas de diversas cidades catarinenses, do Rio Grande do Sul e até de Minas Gerais. A procura tem se intensificado ao longo dos anos. Para reformar uma locomotiva de pequeno porte (caso da Dona Angelina) são necessários aproximadamente R$ 300 mil. “A vantagem é que este dinheiro acaba sendo distribuído dentro do município mesmo: só adquirimos equipamentos e mão-de-obra locais”, garante Dorival. Todos os detalhes são cuidadosamente estudados e o design original das máquinas é fielmente mantido. “Temos inúmeros documentos e desenhos técnicos de uma série de locomotivas que já circularam pelo país. Quando não se tem este tipo de material em mãos, utilizamos fotografias. A idéia é manter todos os detalhes à perfeição”, acrescenta o diretor, que por 20 anos foi funcionário da Ferrovia e há dez contribui para o Museu Ferroviário. Museu quer propôr parceria com escolas TUBARÃO - Com a desativação da Rede Ferroviária Federal (RFFSA), em Tubarão, muitos dos profissionais que até então trabalhavam em suas estruturas foram absorvidos pelo Museu Ferroviário, devido à valiosa experiência no ramo. \\\"A questão é que ainda precisamos de mais funcionários por aqui; precisamos repassar nossos conhecimentos às novas gerações. Por isso vamos propôr às escolas técnicas da região, como Senai e Cedup, por exemplo, uma parceria para possibilitar estágios a estudantes do ramo com grandes possibilidades de contratação\\\", informa Dorival, lembrando da necessidade de se manter a arte da restauração de lomotivas tarefa que já se tornou um símbolo da Cidade Azul. Fonte Jornal Diario do Sul - www.diariodosul.com.br.
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