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“Tubarão é uma cidade que tem uma topografia propícia a enchentes”. A afirmação é do coordenador da Defesa Civil do município, Edvan Nunes. Isso porque o município possui áreas muito baixas, de várzea, e outras de morro. E todas as duas apresentam riscos e estão ocupadas de forma desordenada. Para o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão, Dionísio Bressan Lemos, é preciso aproveitar o momento para discutir o uso do solo e as audiências de elaboração do Plano Diretor são fundamentais. “Devemos aproveitar a fase de discussões do novo Plano Diretor e sermos rigorosos quanto ao uso do solo para construção de moradias. Sou favorável, inclusive, a proibir a construção em alguns locais. A maioria das mortes desta enchente ocorreu por deslizamentos de encostas, precisamos prevenir isso”, propõe. O vereador Edson Firmino, representante da câmara no Núcleo Gestor do Plano Diretor, afirma que esta fase de discussões sobre o uso do solo não começou ainda. “Não discutimos especificamente a utilização do solo. Mas há uma preocupação sobre a ocupação destas áreas consideradas de risco. Sugiro já levantar essa discussão na próxima reunião, que ocorrerá em dezembro”, compromete-se Edson. O plano diretor ainda é elaborado e só deverá ser aprovado pela câmara no segundo semestre de 2009. Um exemplo de área de risco é o Morro do Bem-Bom. O local foi ocupado há algumas décadas, mas não possui infra-estrutura adequada. “Já reclamamos várias vezes da rua, onde não sobe ambulância, por exemplo. No fim de semana, isso aqui parecia uma cachoeira, chegou a entrar água em uma casa. Graças a Deus não aconteceu nada mais grave”, relata uma moradora. Fonte: Jornal Notisul
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